Poemas Ao ViVo
Pagina de exposição de Poemas do AV.
LIMITE
De: Lukeny Fortunato/ Luanda 2005
Será que a palavra limite existe para desafiar a mente do homem ou o homem é que é armado em super-homem, neste globo da ganância humana e falhas desnecessárias que criam o desequilíbrio, cenas tipo enquanto uns reclamam o calor outros morrem de frio, limite quer dizer o fim, sim o teu limite mas não o meu, o meu limite é o céu, Deus, Zeus não sei, o fim do Universo talvez, limite pode ser quando eu paro de escrever, ou quando eu me venho, limite pode ser quando eu paro e sento, pode ser o chão do abismo ou algo desconhecido se calhar é o que eu sinto por ti mulher Afrikana beleza Angolana ou quando o sinal diz pára.
Sim o limite da estrada ou das Ruas cruzadas, Limite e o que eles deixaram aqui no continente Afrikano, O novo sistema com um povo despreparado neste globo globalizado por humanos malvados que não esperam por quem não entende que o capital e que manda, Limite e a miséria que existe na cidade de Luanda, e quando eu vejo ser humanos eu a comer no lixo.
Limite, de velocidade e o que vi em algumas estradas que passei, O meu limite? Não sei se calhar já passei ou estou passando, Limite pode ser o Apocalipse, ou tudo que já disse, Limite e o fim, o final, epah para mim limite e algo indefinido.
Ex-Amiga
De Kussi Bernardo* Luanda 24/02/2005 * Migueiro – 1.22pm
Não sei como começar
Nem que palavras usar
Mas só sei que começo
A não conseguir ficar perto de ti
Eu já não te olho como amiga
Calma, não és minha inimiga não
Eu é que vejo em ti
Mais que pura
Ou simplesmente amizade
Porque seria demente
Se conseguisse ser teu
Amigo simplesmente
Eu vejo em ti
Muito mais do que doces curvas
Vejo avenidas com árvores lindas
Aves transportando felicidade
Ventos de amor
Luas de romance
Sol de prosperidade
Enfim sentir te
Junto de mim
Sem fim
Porque eu já não te vejo
Com olhos de ver
Vejo te com olhos
De comer
Beleza Em Seio
De Kussi Bernardo* Luanda 26/05/2005 * Migueiro – 10.50am
A beleza
Vê-se no seio de uma mulher
Que na natureza dispõe
Os atributos naturais
Que vem a terra para sentir
Alimentar a alma necessitada
Mas que é enforcada
No sutiã social
Que afoga o natural
Que construído com mestria
Vem ao mundo alimentar
A terra sustentar
Mas é coberto
Nessa maldita camisola
Prosa Poética "AGUA"
De Lukeny Fortunato/ Luanda 2005
EU SOU TIPO AGUA não sinto rancor nem magoa, e não me chames de revolucionário porque sou uma gota no oceano, saiu com os meus manos pelas paredes dos prédios quando sou mal canalizado, sou escravizado pelos Humanos, utilizem-me para tomar banho o banho lírico que mantêm-te limpo mas não me testes porque sou insípido, sou significante para alguns e insignificante para muitos ignorantes porque agua e melhor que o álcool , sou natural bro , underground yo, faço movimentos sem ajuda dos ritmos criados pelo DO RE MI FA SO LA SI DO, porque em África sempre tivemos dons, quando juntava-me aos falsos criávamos pântanos e ficava tudo parado , então passei a ser extemporâneo, aparecendo em forma de chuvas, pingos e lagos, e eu acho, que não e necessário eu juntar o oceano indico pacifico e o atlântico para provar que juntos nos somos muitos, juntos podemos criar uma vitoria falls, com ajuda dos ventos criamos ondas bro's, porque a União faz a forca e nos temos o movimento do mar como exemplo, se a terra esta a ser comida pelas aguas e porque estamos vencendo esta luta de anos e séculos, juntos podemos dar cabo de Judas e Pedros e caims e dalilas , queres um exemplo da nossa forca, liga a mangueira a torneira e xiringa, e só assim, vais perceber o movimento das aguas, EU SOU TIPO AGUA.
LEMBRAS-TE DE MIM
De Dilson Sousa
sou eu. lembras-te d mim?
aquela que soube olhar pra ti e ouvir o que querias
que, com calor ou ao frio esteve contigo quando imanavas tristeza
em busca d'alegria
que deu-te uma voz que escondes dentro do teu familiar
eu. que sou resultado consequente-inconsciente que não quer parar
encarada como parte mais desprezável da sociedade
e, ao mesmo tempo, a que dá à muitos uma instantânea felicidade
ESPERO QUE TE LEMBRES!
dos desabafos que contavas quando sentias-te um verme
das mentiras. lágrimas secas. que não caíram pra preencher teu espaço inane
sou eu...
a gazela amputada, não à tiros, mas à pauladas
de muitos que criticaram e à mim aderiram de mãos abertas e fechadas.
por ter como, horário nobre a terceira parte do dia,
talvez lembras-te agora. meu nome é Oltónia!
lembras-te?
sou eu que facilitou-te a vida quando ela desejou carne viva
quando pensaste, ao longo do caminho, na tua última alternativa
e que muitas vezes trouxestes outros que tratavam-me como animal
que mesmo sem gritos eles ouviram vozes do anormal
sou eu ... "sei que não sou essencial"
mas, pelo menos, abra a porta
olhe nos meus braços uma vida
pois sei que pelo olho magico não tens um angulo exacto
pra veres o que realmente trago
e... pra ver se te "lembras de mim"
para explicar-te o que nunca soube falar quando muito falei
eu que sou sina dos homens por haver sujas leis
resultado da fragilidade terrestre
sou o reflexo da antiguidade mal gerada tornada em peste
sou o que muitos dizem enquanto estão sérios, sem dinheiro, não excitados, conscientes
e agora, lembras-te de mim?
se não conseguires, paciência!
apenas quero e, com muita nostalgia
lhe dizer OBRIGADO por teres aberto a porta
e lhe apresentar o fruto destes traços de vida torta
que é a nossa filha
e precisa de: colo, educação, escola, habitação, alimentação, roupa, amigos e...e...AMOR !
para não morrer aos poucos ao relento como os outros...por situações idênticas ou piores.
lembras-te de mim?
DIR-TE-EI...
De Shinya Jota
Dir-te-ei tudo
Dir-te-ei tudo o que penso
Tudo que penso e disse
Tudo o que disse e não penso
Tudo o que penso e não disse
Tudo dir-te-ei
Até nada dir-te-ei, nada aos pedaços
Para mais não pensares
Que guardo seja o que for
Algures no meu interior
Até se esgotarem todas as palavras
Contidas em qualquer dicionário
Gramática, enciclopédia ou prontuário
Todos os sinónimos, todos os antónimos
Mímicas, gestos, olhares, mimos....
Todas as formas de comunicação
Silêncios, segredos secretos dir-te-ei
Dir-te-ei pingo a pingo o que sinto
Gota a gota que não minto
Dir-te-ei som a som a verdade
Mais do que a verdade dir-te-ei
Até a verdade parecer mentira
Dir-te-ei com quantas linhas
Costuras e descoses meu coração
Dir-te-ei coisas estranhas
Que a minha personalidade entranha
Palavras em circulo, em triangulo
Elevadas ao cubo, em retângulo
Dir-te-ei que sim, que não
Que a vida pode ser eterna
Se vivida contigo, por ti, em ti e para ti
(para quê esperar a morte!?)...
Dir-te-ei gritando, sorrindo e chorando
Mas também com voz suave…
E terás de me ouvir, sim… terás
Com todos os sentidos despertos
Como que terra ressequida
Boquiaberta com o cair da chuva
Terás de me ouvir dizer
E dir-te-ei mesmo que te amo

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