Grande Evento volta às Sexta–Feiras, mas três elementos deixam Artes ao ViVo
Victória Ferreira
O grande evento retornou ao programa Artes ao vivos na última sexta-feira do mês de Março no Espaço Bahia, tendo sido interrompido há algum tempo para dar lugar ao Eclectismo Poético de Lukeny Fortunato. Por outro lado três membros decidiram abandonar o projecto, alegadamente por questões pessoais e profissionais, mas no entanto são unânimes em afirmar que continuarão a dar o seu contributo sempre que possível.
A pedido do auditório, a sessão da última sexta de Março brindou com poesias, “o prato da casa”, alguns temas mais aplaudidos e o Monólogo intitulado Vozes acorrentadas interpretado por Dilson de Sousa.
Isalino declamou o humor em Sanita Madalena, Miguel Ângelo declamou Prenda-me da sua autoria e Namibe minha terra da escritora Rosário Neto. Choro de homem, de Kussi na sua mais brilhante representação levou os espectadores ao rubro.
Vozes acorrentadas de Dilson
As declamações foram acompanhadas ao som da marimba, dando um toque mais original ao espectáculo, uma novidade que facto terá agradado os presente, visto que o cenário do espaço bahia e o ambiente aí vivido assim o favorece.
Dilson de Sousa, actor de teatro apresentou pela primeira vez o monólogo Vozes Acorrentadas em 17 de Dezembro de 2005 na Liga Africana, por sinal o seu primeiro projecto do género.
Segundo o actor, Vozes acorrentadas são as discussões interiores, ou seja conversas que nos debatemos com o nosso subconsciente. “As vozes são as conversas que temos, apresentadas como uma discussão e as correntes simbolizam a impossibilidade de se fazer ouvir estas vozes”. Explicou
O drama, interpretado de corpo e alma pelo actor, abordou aspectos intrísicos da vida quotidiana do indivíduo e os aspectos a ele inerente perante a sociedade.
Sendo autodidacta, em virtude de procurar melhorar cada vez mais os seus trabalhos, nesta segunda apresentação de Vozes Aconrrentadas Dilson aproveitou para pedir a sua a apreciação aos espectadores e amigos, contribuindo com críticas. Afinal o Artes ao Vivo não dá apenas a possibilidade de cada um expressar o seu dom artístico, mas também a possibilidade de melhorar com a ajuda de todos.
O roteiro escrito por Dilson de Sousa, foi encenado por Mayomona Vicente, com adereços de Tânia e Wilson.
Dentro daquilo que tem para oferecer dos seus projecto, a margem da sessão Dilson anunciou o seu próximo trabalho intitulado “Assim” em Dezembro deste ano.
O adeus de Miriam, Shinya e Djamilia do Artes ao ViVo
O momento foi de rever algumas obras do já extenso repertório do Artes ao Vivo, mas nesta última sexta( )nenhum “virgem”, pessoa que aparece pela primeira vez trouxe alguma novidade.
Mas já quase no fim do espectáculo a voz de Miriam que teve a incumbência de apresentar o programa anunciando que três membros deixariam oficialmente, apartir daquele dia(31 de Março) de fazer parte do projecto artes ao vivo, deixou escapar um uníssono “oh” pelos espectadores que decerto já se tinha.
Segundo Miriam que anunciou o afastamento, tal decisão terá sido por motivos pessoais e profissionais. Numa conversa à margem para mais esclarecimentos Shinya e Miriam foram unânimes em afirmar que apesar da saída na medida do possível continuariam a prestar o seu apoio ao projecto.
“ Estou disposta a trabalhar, contribuindo com ideias”. Disse Miriam fazendo questão de deixar bem claro a ausência de reservas da sua parte referindo que, “a arte vem da alma e não pode trazer ressentimentos”. Apesar de a sua entrada no projecto Artes ao Vivo ter sido como apenas um hobby, diz ter aprendido e amadurecido muito, fazendo-a encarar o projecto com muita responsabilidade.
Considerada a iniciativa espectacular tendo ainda muito para dar, sendo uma forma de incentivar a revelação de novos talentos.
Na sua opinião o Artes ao Vivo terá atingido o seu objectivo principal, dada a existência de muito artistas com fome de um espaço. “caberá aos membros prosseguir com os objectivos preconizados, mas não apenas no sentido comercial”. Asseverou.

bravenet.com